domingo, 19 de julho de 2009

Seriados

.....Eu sou fã incondicional de seriados. Acho incrível a idéia de evoluir com um personagem, acompanhar sua trajetória a nível cotidiano, e não só os grandes acontecimentos da sua vida. Em um filme - ou uma sequência de filmes, que seja -, o tempo de exposição é absurdamente limitado, e o conseqüente envolvimento de quem assiste é, pelo menos pra mim, mínimo. Não que as duas horas de escurinho e tela king size não tenham seu valor. Muito pelo contrário.
......Algumas histórias e personagens, como várias outras coisas na vida da gente, têm mesmo que chegar e partir de súbito, num fôlego, e às vezes nos deixam, ainda assim, marcas profundas. É como aquela frase certeira, que a gente sublinha nos grandes livros de capa dura.
......Por outro lado, é uma sensação muito boa acompanhar a vida deste e daquele personagem por um longo tempo. Você começa a entender profundamente seus medos, suas motivações, suas manias e estranhezas. Porque as grandes viradas, sobre as quais os filmes costumam se debruçar, não acontecem de uma hora para outra, mas devagarzinho, sustentando-se sobre situações aparentemente irrelevantes. E é interessante também comparar a primeira temporada com... sei lá... a quinta, e perceber as mudanças gritantes que aconteceram sem que a gente se desse conta: delicadamente, como na vida "real".
......Lost me pegou de jeito.











segunda-feira, 13 de julho de 2009

Random

Uma das coisas que mais me divertem são histórias aleatórias.
Sabe aquela poesia sem pé nem cabeça? O "Guia do Mochileiro das Galáxias"? A ovelha do MSN? Então!
Tênis não seria tão legal se cada ponto valesse 1, ao invés de aleatórios 15. Coincidências inexplicáveis me passam uma sensação boa, pelo mesmo motivo.
Que ser certinho e explicadinho demais sempre acaba enchendo o saco.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Estereótipos

Tenho pensado muito nessa coisa de estereótipos. Quase obsessivamente, pra ser sincera. E, talvez por isso, tenho me deparado com esse assunto até quando não o estou procurando.
Eu nunca tinha pensado em mim mesma com um ser estereotipado. Pelo contrário. Desde que me lembro de alguma coisa, quis viver uma infinidade de vidas dentro deste corpinho limitado, aquilo que de geração em geração vem sendo chamado de "envolver o mundo inteiro com os próprios braços".
Outro dia, estava andando por uma rua do centro de Niterói e vi uma propaganda que dizia "Seja um diplomata!". Essas três palavras, muito simples, cabe ressaltar, me deixaram tomada por um enorme desejo de ser diplomata. Da mesma maneira, trabalhar num laborátorio, com ácidos e bases, e hidrogênios, e "agádoiós" me parece, desde a adolescência, bastante atraente.
E no entanto, gosto muito, muito mesmo, do que faço. Não é uma vontade de largar tudo e mudar de rumo, mas sim de absorver em mim mesma cada vez mais trajetórias, experiências díspares, com todas as suas dores e recompensas.
Mas será que essa vontade (ou necessidade?) de multiplicidades não significa apenas o desejo de ser muitos estereótipos, ao invés de um indivíduo realmente singular?