sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Thoreau disse: "Se você é contra o governo, não pode trabalhar para ele".
Ou algo assim.
E nem sei se foi o Thoreau mesmo...

Gandhi foi um visionário. E pediu, com certo sucesso, que os funcionários públicos da Índia deixassem seus cargos. Afinal, se você é contra o governo, não deve trabalhar para ele.

Mandela ficou preso por décadas, e não adiantou muita coisa.

Eu tive meus sonhos anarquistas, minhas madrugadas com Hakim Bey.
Achei que ia mudar o mundo. Mas trabalho pro governo nas sextas-feiras à tarde. E tenho horror à sujeira dos subúrbios.
Minha ideologia hoje é um templo chinês ou uma planície indiana.
Tudo quase-limpo e cheio de rituais, que é pra dar algum mistério maior a essa bobagem que chamam de vida.
Estimo muito esse silêncio oriental, que o pessoal daqui não dá bola.

Tem gente que fala de mais. Tem gente que fala bobagem demais.

Vai saber o que se passa na cabeça desse povo.

1 comentários:

  1. Acho que se você é contra o governo, pode até não trabalhar para ele no sentido de ser uma pessoa apática, nem novas iniciativas, pau-mandada. Agora (e isso, embora eu esteja dizendo, seja difícil até pra mim), se você é contra, é impressindível que se trabalhe dentro desse sistema fazendo a diferença com suas contribuições. Sabe a velha história que circula o IACS, "Não odeie a Mídia. Seja a Mídia" (ou algo parecido)? Então, mais ou menos isso.

    Devemos reservar um tempo para os nossos templos, o nosso silêncio, a nossa calma. Mas também devemos agir, gritar, propor, desafiar e até aguentar um pouco do insurpotável, pois é aí que mora a transformação. Somos um coletivo, temos que nos aproximar cada vez mais.

    Se lá você encontra a dificuldade, lá também está uma maior necessidade de pessoas com coração aberto para enfrentá-las.

    Coragem! :D

    (ps: Faz sentido isso que escrevi? rsrs)

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