segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Minha vida segue de explosão em explosão.

Eu mal-sobrevivo a minhas próprias idéias, aos meus próprios desejos, às minhas próprias alegrias.

Porém, parece-me tanto que busco um recanto de paz, que busco conforto para pés já cansados de trilhar caminhos pedregosos.

O cheiro bom e fresco da juventude.

A tranquilidade displicente da juventude.

O imediatismo da juventude.

Eu era aquela a quem todos os outros chamavam "Peter Pan"; assusto-me com a ausência da Terra do Nunca. Assusto-me com o terninho e o salto alto, com os horários que não posso descumprir, como quando desligava o despertador e fechava os olhos bem forte, pra recuperar o sono que a aula de história quase chegara a interromper.

Eu ainda quero meu porto-seguro. Mas...

Só me meto em confusão.

Boooooom!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

quase quebrei o pescoço ontem no kung fu, com um rolamento pra trás estupidamente de mau jeito.
i feel alive. ;)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Absinto

Sentei e reescrevi o final. E tudo fez sentido. Parece que algumas coisas só precisam mesmo de tempo para madurar, como um feto que seja gerado e não possa vir à luz antes de se fazer completo.

É um filme noir, e eu já imaginei a Alice de sobretudo, chapéu e luvas.

O nome da protagonista do meu curta é uma homenagem a Alice Guy, a primeira mulher a ser diretora de cinema: lá nos idos de 1895, pouco depois da exibição da chegada do trem dos Lumières, que a gente acaba considerando o marco inicial do cinema (eu ia dizer "da sétima arte", mas nessa época o cinema não tinha um status tão respeitável).

Em 1889, a Alice Guy fez um filme chamado "La Bonne Absinthe", que eu ainda não tive o prazer de ver. Mas foi uma surpresa boa quando descobri mais essa conexão.

Enfim... só curiosidades.